Regulamentação da Profissão
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Galera, escrevi um post sobre regulamentação da profissão de Analista de Sistemas Gostaria da opnião de vcs sobre isso. |
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Qual é a utilidade prática de regulamentar a profissão de Analista de Sistemas? Qual o benefício que traz para a categoria essa regulamentação? Ensino superior é imprescindível para se tornar um analista de sistemas? E a melhor pergunta: o que NÃO pode fazer um analista de sistemas? |
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No quesito licitações é uma forma de exclusão.
Acho que sim, estou me referindo ao profissa. Sem ensino superior o cara já é técnico. Mas o ensino superior não determina se é ou não um bom profissional. Agora, eu conheço técnicos que destroem muitos profissionais, pode rapar de rodo.
Prostituir o mercado. Cobrar o software sem valor agregado de um trabalho intelectual. Na verdade acho que “NÃO pode” eu trocaria por “NÃO deveria”. Acho que é um bom passo. |
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Cara, é regulamentação da profissão. É claro que existem inúmeros analistas e profissionais no mercado sem formação superior que arrasam no que fazem. Mas eu acho que a regulamentação tambem vai ajudar esses caras. imagine se eles, estudassem, desenvolvessem teses de mestrado, doutorado etc… Iria trazer os individuos para o lado bom da força! |
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Toda lista de discução, forum, comunidade e etc que participo sempre aparece esse assunto. |
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Só que agora tem uma diferença Daniel… ja temos um projeto de lei a favor da regulamentação… Se o cara é bom no que faz.. não deveria se preocupar com isso… |
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Clovis no blog:
Clovis no forum Ruby on Br:
Respondendo seu blog com suas próprias palavras.
Desculpa, mas acho que a imensa maioria faz isso, com ou sem formação superior. E formação superior não vai impedir nada disso.
Em que ponto essa regulamentação vai impedir isto? Eu li o projeto de lei e não encontrei nada que abordasse o assunto. Na minha opinião essa é uma medida exclusivista, que só beneficia uma pequena massa burguesa sem noção alguma da realidade brasileira. Não consigo imaginar tal medida sendo adotada em qualquer comunidade séria de software livre por dois motivos bastantes óbvios:
Acharia lindo ver na página do kernel.org: “só aceitamos patches de anaslistas de sistemas.” |
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Quando o profissional analisar o investimento feito(tempo, dinheiro, etc) ele não vai cobrar um marmitex e dois-chicletes-de-troco. Utilizando uma visão mais análoga o “pre-conceito” do cliente, aí eu pergunto “Pra fazer uma casa vc confiaria em um Engenheiro formado ou no Seu-Zé-Pedreiro?”. |
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E o que isso tem a ver com a regulamentação???
Essa argumento é totalmente falacioso. Softwares não desmoronam nas cabeças das pessoas. Você poderia utilizar essa analogia para mais um monte de outros casos e pode ter certeza de que obteria afirmações realmente bizarras. Softwares que podem colocar em risco a vida das pessoas são e devem ser aprovados pelos órgãos competentes. Eu trabalho desenvolvendo para indústria petro-química e sei de algumas das regulamentações que devem ser seguidas à respeito de produto eletrônicos e áreas de risco. Existe um órgão que regulamenta e fiscaliza isso. Esse exemplo poderia muito bem ser utilizado pela Microsoft nos seus diversos FUDs contra o Linux: afinal de contas, você confia mais no kernel da Microsoft escrito e aprovado pelos seus mega engenheiros, ou em um kernel que já foi mantido por um garoto de 17 anos? Isso já custou a cabeça do TI do Pão de Açucar… |
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Estou falando de profissionais, repito só é analista de sistemas que é formado em “Ciência da computação, Analista de sistemas…” quem não tem formação superior não o é. Tá lá na lei.
mas software fazem as coisa desmoronarem.
—begin Capítulo IV Do Registro e da Fiscalização Profissional Art. 22. Todo profissional de Informática, habilitado na forma da presente Lei, para o exercício da profissão, Parágrafo único. Para a inscrição de que trata este artigo, é necessário que o interessado: I – satisfaça as exigências de habilitação profissional previstas nesta Lei; II – não esteja impedido, por outros fatores, de exercer a profissão. Art. 23. Em caso de indeferimento do pedido pelo Conselho Regional de Informática, o candidato poderá recorrer ao Conselho Federal de Informática, dentro do prazo fixado no regimento interno. Art. 24. Qualquer pessoa ou entidade poderá representar ao Conselho Regional de Informática contra o registro de candidatos. Art. 25. Aos estudantes dos cursos e escolas de nível superior de Análise de Sistemas, Ciência da Computação, Processamento de Dados, ou de Técnico de Informática de nível médio, será concedido registro temporário para a realização de estágio de formação profissional. Parágrafo único. Os estágios somente serão permitidos no período de formação profissional, não podendo ultrapassar o prazo de dois anos. Art. 26. Se o profissional, firma ou organização, registrado em qualquer Conselho Regional de Informática, exercer atividade em outra região, ficará obrigado a visar o seu registro na região de exercício da atividade. I – a pessoa física ou jurídica que exercer atividades privativas do Analista de Sistemas e que não possuir registro nos Conselhos Regionais de Informática; II – o profissional que emprestar seu nome a pessoas, firmas, organizações ou empresas executoras de projetos ou serviços de informática, sem sua real participação nos trabalhos delas. —end Capítulo IV Art. 22 I- isso incluí salário mínimo que um profissional possa receber. Art. 27 – Se quiser ser legal.
Estamos falando de profissionais e não comparando ONGs com empresas. |
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Não está na lei, porque isso não é lei, é projeto de lei, o que diferete MUITO de lei.
Eu já escrevi lá em cima sobre fiscalização e a regulamentação específica de cada setor, NÃO VOU REPETIR.
Você estava fazendo analogias e analogia por analogia… Segundo o projeto de lei:
I – a pessoa física ou jurídica que exercer atividades privativas do Analista de Sistemas e que não possuir registro nos Conselhos Regionais de Informática; II – o profissional que emprestar seu nome a pessoas, firmas, organizações ou empresas executoras de projetos ou serviços de informática, sem sua real participação nos trabalhos delas. Então, pelo visto, o Marcelo Tossati estaria exercendo ilegalmente a atividade de analista de sistemas como mantenedor do kernel, não?
Ótimo, estamos falando de SALÁRIO e não do VALOR COBRADO pelo serviço. Isso significa que você pode muito bem continuar cobrando merrecas desde que pague o salário mínimo estabelecido por sei lá quem. Continuo afirmando que essa lei é excludente, que só irá criar mais empecilhos tanto para empregados quanto empregadores e que não trará nenhum benefício nem a empregados/empregadores, contratantes/contratados e empresas/consumidores. É uma expansão do estado aonde ele não é necessário. |
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Pergunta por pura ignorância extrema: Existe algum exemplo disso que tenha sido bem sucedido no mundo? Algum país implementou alguma regulamentação desse estilo para as áreas de TI? |
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Estava procurando informações sobre o projeto de lei que não engloba o curso que eu faço ‘Sistemas de Informação’, gostaria de perguntar a vocês deste blog. Vocês são formados se sim qual o curso? Quanto tempo para formar? |
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O povo brasileiro em geral reclama do elevado índice tributário imposto ao cidadão com praticamente nenhum retorno percebido. Mas, quando falamos de um projeto de lei que vai criar novas taxas, porém, diretamente limita a quantidade de prestadores de serviço beneficiando uma pequena classe burguesa com ensino superior específico, nos calamos em nome da conveniência. |
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Alguns comentários BEM interessantes sobre esse projeto: 1, 2 e 3 |
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Daniel… eu disse la atras… pra um cara que eh bom no que faz, tirar um titulo de graduação deve ser baba…. se adaptar a regulamentação tambem.. A lei da suporte a quem ja trabalha na area a mais de 5 anos… então não exclui os profissionais que ja atuam como Analistas. Na minha empresa temos 8 pessoas que se entitulam Analistas de Sistemas… somente 2 obtem título de graduação na area (eu e meu gerente). Agora me pergunte o nível dos caras? tem gente aqui que manja mto de delphi, contabilidade etc… mas nunca estudou coisas básicas da Computação como Estrutura de dados,ia,cg e etc. Creio que a regulamentação veio pra ajudar o setor, pelo menos nivelar a galera… é claro que sempre existem picaretas, mas será até mais fácil identifica-los pois se o cara pisar na bola, caçam a licença dele e não poderá mais atuar na área. Não vejo porque ser tão resistente a uma mudança.. algo que se aplica a 95% das profissões, porque não se aplicaria a nossa ???? |
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Meu, olha que coisa mais sem sentido:
Licença para programar! É claro que você precisa de licença para construir uma ponte, tratar um dente ou operar uma pessoa. Mas licença para fazer um programa?! Parem um minuto para pensar: quanta coisa simplesmente teria deixado de ser feita se essa lógica infeliz fosse aplicada desde os primórdios da computação?! E vamos mais longe, se isso fosse aplicado a todas as áreas?! Só peço muita paciência para esse post, porque o nível crítico da galera está muito baixo. Como alguém citou em um outro fórum:
PS: Bill Gates, Tosatti, Miguel de Icaza… o que seriam deles? |
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Retirada da justificativa da Proposta de Regulamentação da SBC (Sociedade Brasileira de Computação)
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Você ve algum pais de 3º mundo ai?! Não da para sair comparando o Brasil, onde tudo é uma baderna com paises onde o cidadão sabe o seus direitos e deveres. Cada pais tem as leis que cabem a sua sociedade. |
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Daniel, esqueça por um momento o fato de ter curso superior ou não. Vamos assumir por um momento que isso aí tanto faz e que a capacitação para o profissional exercer a profissão é feita através de uma prova, por mediunidade, achismo ou qq coisa q funcione :) Nesse caso, vc seria contra a regulamentação da profissão? |
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Pergunta tosca parte 2: O que a regulamentação, reforçada por prova que seja, difere de uma certificação que, aqui, alguns abominam? Gatis: Também não vejo a índia na lista, isso não quer dizer que eles não sejam a central do outsourcing ou que tenham esse tipo de regulamentação. ;) |
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.É claro que você precisa de licença para construir uma ponte, tratar um dente ou operar uma pessoa. Mas licença para fazer um programa. Claro que sim! Afinal, se voce estiver fazendo um sistema financeiro, voce tem que ser responsavel sobre os dados que voce esta tratando, imagina se voce não sabe bem o que faz, e mete um calculo errrado gera um prejuizo financeiro do caraio… ai vc acha que a culpa é da empresa que contratou o fulano ?? |
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Claro que você culpa é da empresa! E você ainda pergunta?! Uma empresa contrata um funcionário para desenvolver um produto, quem é responsável pelo produto é a EMPRESA, não o FUNCIONÁRIO! Isso é o BÁSICO! Isso porque você está simplificando a questão: eu já falei de homologação, É A SEGUNDA VEZ QUE REPITO ISSO. E mais uma coisa: segundo você, as empresas não são as responsáveis diretas pela garantia de qualidade e funcionamento dos seus produtos. Ou seja: trabalharemos nossas 40 horas, sob pressão de prazos de entrega ridículos, sem testar nada e se der merda ainda podemos ser processados. Porque você ingenuamente pode achar que não, mas será essa a realidade. |
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Ronie, Eu acredito que o exercício da computação, que em última instância consiste em elaborar e implementar algoritmos em computadores, não necessita de comprovação de qualquer órgão público ou privado no que diz respeito a qualificação profissional, cabendo exclusivamente ao contratante estabelecer estes critérios. O que precisamos é de um código de ética, uma legislação que defina os papéis, direitos e deveres de cada entidade atuante no processo de desenvolvimento de software e, por fim, ter uma jurisprudência efetiva. Também não acredito que seja imprescindível um processo de educação formal para um profissional de alta qualidade, ao contrário de diversas outras atividades. Pois em minha opinião, os tradicionais processos de formação profissional, no que tange a aquisição de conhecimento computacional, não são os únicos, nem os mais efetivos, diga-se de passagem. Tenho minhas convicções baseadas na própria história da computação e de suas grandes personalidades, assim como, na comunidade de software livre em geral. |
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Bom, cada um com sua opinião, o que importa é poder falar ela sem ser censurado :) Meus 2 cents é que alguma regulamentação seria interessante. O motivo disso é porque existem muitos profissionais picaretas (e empresas picaretas) que jogam o preço lá embaixo e não cumprem as promessas. Fica difícil vc trabalhar numa empresa séria quando o mercado é basicamente dominado por empresas que dizem o que o cliente quer ouvir, seja verdade ou não, só pra fechar um contrato :) Talvez a maneira que isso seja possível não seja uma regulamentação. Mas aparentemente falta algum mecanismo de proteção tanto para os clientes quanto para os bons profissionais. Qual mecanismo seria esse? Who knows… Tão aí meus 2 centavos :) |
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